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29 July 2004

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Então, resolvi sair um pouco do marasmo que é o fim das férias - peguei dois livros na biblioteca. Ambos são mistério para mim. Estão fechados sobre a minha mesa branca a espera de serem escolhidos. Já se disse mais de uma vez que não somos nós que escolhemos o livro, ele que se dá a escolher. Acho que se eu for depender da boa vontade desses dois livros, continuarei aqui.

Um autor é tcheco. Outro é brasileiro, modernista. O brasileiro é paixão antiga - aquele tipo de livro com o qual você sempre se depara e diz a si mesmo “eu ainda leio esse aí”. O tcheco é mais extenso, acabei de ficar sabendo da existência dele. Pela curiosidade, esse provoca mais, mas demanda uma certa dedicação.

Não quero começar a ler os dois ao mesmo tempo. Sempre que isso acontece comigo não consigo terminar com nenhum. Essa incerteza me paralisa e, paralisada, fico aqui, inculta, sem maiores experiências.

Mas tudo isso é proposital para me desviar a atenção. Na realidade, preciso terminar aquele colombiano que deixei na página 126.

27 July 2004

Inatividade e Interatividade


Agora o Blogumelo é interativo.
Parte da interatividade resulta da falta de atividade da pessoa inútil que escreve esse blog.
As alternativas são resultado de uma cuidadosa pesquisa prévia realizada a partir dos assuntos que mais motivaram os acessos desse site através de sites de busca. E também coisas que tenho aqui na gaveta.

Votem!

O que você gostaria de ver por aqui durante a próxima semana?

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Uma seleção das fotos de Antonina635.3
Mais reclamações sobre o tédio211.8
Pinga de Cogumelo529.4
Rocco Sifredi00
Garotas sexy423.5

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17 votos

26 July 2004

24 horas com helena


Pela manhã sou uma covarde. O meu cobertor de lã é uma fortaleza, um muro intransponível. Caso eu acorde mais perto da hora do almoço, ele vira uma cerquinha facilmente burlável. Depois do almoço a covardia cede lugar à preguiça e à vadiagem. Pode ser que lá pelas 15h eu me anime a fazer algo, mas é um ânimo passageiro.

A pior hora do meu dia é 18h. A depressão chega com o cair da tarde, junto com a constatação de que o dia foi completamente perdido. Essa depressão, porém, é o que alimenta minhas forças para evenualmente sair à noite - aquela coisa de fazer o dia valer. Meia-noite já estou revigorada. Às 3h da madruga sou invencível. Tenho idéias do tipo enviar presentinhos enigmáticos pelo correio, sem remetente. Fico com a impressão de que tenho muitas coisas pra contar e dá uma vontade enorme de ligar para aquela amiga e falar sem parar.

Mas logo esse mundo se esvai, pois todos aqueles que quero ao meu lado estão dormindo, e o correio, fechado. Então é a hora de encarar a realidade - durmo. Me acovardo durante os sonhos para acordar novamente com medo de mais um dia.

24 July 2004

Oráculos casuais


Os astrólogos analisam os astros a posição relativa entre os planetas e chegam às suas conclusões. A cartomante embaralha as cartas, coloca sobre a mesa e vê se você vai conseguir agarrar aquele pretê. O painho joga as conchinhas no tabuleiro e já pressente se você deve ou não fazer aquela viagem. Mas a verdade meu amigo, é que qualquer pessoa tem o dom de adivinhar o futuro. Aliás, todas as meninas que já jogaram SAPINO sabem muito bem disso. E não se trata de mais um blablabla do tipo “todos nós temos intuição”. Não.

É um método simples e rápido que se baseia naquilo que temos de mais próximo no momento em que a dúvida - e o conseqüente tédio - se instala em nossa mente. Qualquer coisa pode ser o Oráculo. Qualquer coisa pode se converter de simples matéria mundana em um meio sobrenatural para a revelação da Verdade. Vou dar um exemplo.

Tome-se uma cesta de lixo e uma bola de papel. Imagine agora que eles serão o seu médium. Você formula então duas proposições do tipo:
A. Se a bola acertar no cesto, vou sair hoje à noite e encontrar alguém bacana pra conversar.
É bom que, nessa etapa, você não seja muito exigente, caso contrário, a coisa pode se transformar em um tratado sobre o homem ideal e deixar você ainda mais deprimida. Mantenha o foco.
B. Se a bola não acertar, eu não ponho os pés pra fora de casa hoje.

Simples assim. Resista ao impulso de racionalizar, ignore o fato de que você sempre foi uma nó cega no quesito encaçapar coisas. Esqueça que você era sempre a última a ser escolhida no jogo de basquete. Se o Destino quiser mesmo que você saia, ele vai dar uma forcinha para que a bola acerte, apesar de tudo isso.

Uma outra forma de adivinhar o futuro é partir da formulação da lei da inércia: “um corpo parado tende a permancer parado a menos que alguma força aja sobre ele”. A lei é clara ao definir que, caso a Força não esteja com você, você não se moverá. E certamente, se você começou com essa de Oráculo é porque sua vida está completamente parada.

Agora que o Moraes criou esse esquema de enquetes, tenho mais um tipo de oráculo casual. A Helena jogou uma bolinha de papel em direção a um cesto de lixo. Você acha que...

resultado

20 July 2004

Para início de conversa...


Imagine um bar. Você está em uma mesa com amigos. Você está de mau humor. Em Antonina. Não bebeu nada e nem vai, pelo simples fato de que terá de acordar cedo e trabalhar.

Então chega um cara. Ele não sabe nada sobre você, nem sobre seu tradicional mau humor repelente de pessoas. E, justamente por não saber disso, vem puxar papo:

- Então, Helena (é esse o seu nome?), o que você faz?
- Já vi que iniciar uma conversa não é o seu forte.
Bom, na verdade essa foi a primeira resposta que pensei. Pensei, mas não falei. Respirei fundo.

- Então Helena, o que você faz?
- Eu coleciono selos.
Tá, essa foi outra que não falei. Mas ia ser muito engraçado começar a inventar um perfil qualquer, histórias de selos raros que tenho, de cartões postais do passado. Engraçado como a gente consegue mentir a sério quando está de mau humor. Coisas mais ridículas são proferidas com o tom mais formal e convincente do mundo. Eu me assusto.
Não dei essa resposta porque ia estender muito a conversa, e o meu objetivo inicial era acabar logo com aquilo.

Pensando bem, eu deveria ter dado a primeira resposta.

- Então Helena, o que você faz?
- Putz, o cara também não colaborou nem um pouco nessa abordagem. Partindo do pressuposto que o objetivo da pergunta é colher pistas que aproximem a pessoa do que você É, por que diabos ela chega perguntado o que você FAZ? E se eu fizesse algo absolutamente desinteressante, tipo Publicidade? Bom, então o papo acabaria por aí.


- Então, Helena, o que você faz?
- Publicidade.

Peguei meu cachecol amarelo e voltei para o hotel.

Qual a pior forma de approach?

resultado

08 July 2004

aviso


A partir de amanhã, eu apenas sei de nada.

Levarei o celular.

07 July 2004

personagens curitibanos - outro



sanfoneiro


05 July 2004

personagens curitibanos (mais ainda)



arrrrtch


03 July 2004

mais personagens curitibanos

O guardião de papel


Estátua Chata


02 July 2004

personagens curitibanos

Pauta-clichê

Maniac Street Preacher