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Então, resolvi sair um pouco do marasmo que é o fim das férias - peguei dois livros na biblioteca. Ambos são mistério para mim. Estão fechados sobre a minha mesa branca a espera de serem escolhidos. Já se disse mais de uma vez que não somos nós que escolhemos o livro, ele que se dá a escolher. Acho que se eu for depender da boa vontade desses dois livros, continuarei aqui.
Um autor é tcheco. Outro é brasileiro, modernista. O brasileiro é paixão antiga - aquele tipo de livro com o qual você sempre se depara e diz a si mesmo “eu ainda leio esse aí”. O tcheco é mais extenso, acabei de ficar sabendo da existência dele. Pela curiosidade, esse provoca mais, mas demanda uma certa dedicação.
Não quero começar a ler os dois ao mesmo tempo. Sempre que isso acontece comigo não consigo terminar com nenhum. Essa incerteza me paralisa e, paralisada, fico aqui, inculta, sem maiores experiências.
Mas tudo isso é proposital para me desviar a atenção. Na realidade, preciso terminar aquele colombiano que deixei na página 126.



