Archives
You are currently viewing archive for August 2004
Depois de ganhar 9,1 milhões de euros na Lotto (a MegaSena germânica), o polacão doa toda a grana para uma fundação de ajuda social. Ele não quis ter seu nome divulgado e, segundo o porta-voz da Lotto, o ganhador “já é muito rico e não precisa do dinheiro.”
A bolada daria aproximadamente 32,5 milhões em bufunfa tupiniquim.
Cada vez fico mais convencida a abrir a minha Ong.
A poluição e a destruição planetária estão atingindo níveis alarmantes. Como se não bastasse a extinção do mico-leão dourado, do papagaio de cara-roxa, do lobo guará, mais uma espécie fundamental para a vida no planeta está ameaçada – o VINHO CHIANTI. Os cientistas calculam que em 50 anos a temperatura na região da Toscana aumentará em dois graus, o que tornará impossível a produção do chianti.
“Com essa elevação de temperatura, provocada pelo efeito-estufa, os vinhedos ficarão mais expostos a agressões e parasitas”, categoriza o cientista Gregory Jones, da Universidade do Sul do Oregon, EUA. Jones disse ainda que a situação é irreversível.
A presidente do Cacos, Ana Bendlin, tranqüiliza os comunicólogos apreensivos com a continuidade das tradicionais vinhadas do curso de Comunicação Social. “As vinhadas estão fora de perigo. Há mais de três anos, os Cacos utiliza vinhos da região de Campo Largo que, apesar de não ser um chianti, têm a aprovação do ator Lima Duarte.”
Sabe quando você chega em casa, depois de ter passado 13 horas andando de lá pra cá, rindo com seus amigos e conversando com pessoas que você habitualmente não conversa, sustentada apenas por UM croissant de presunto e queijo - quando você não poderia nem comer derviados do leite por estar tomando um remédio terrível - ah, é você está DOENTE, sem poder comer açúcar, leia-se CHOCOLATE, você liga para casa, na esperança de não precisar pegar um ônibus à 1h30 da madrugada carregando uma mochila absurdamente PESADA, com 6 mil reais em equipamentos fotográficos emprestados e os seus preciosos filmes batidos, e a pessoa que atende do outro lado da linha, logo após perguntar onde você está, diz que está “indo dormir agora”, mas apesar disso você ainda tem amigos leais que te dão uma carona para casa e você se sente incrivelmente bem por causa disso? E então você chega em casa e a única coisa de que você precisa, depois de perceber que a sua mãe foi no supermercado e comprou geléia DIET especialmente para que você possa novamente sentir algo DOCE após duas semanas, é um bom banho e um Chico baixinho no cd player até que você finalmente DURMA pensando nos telefonemas que você não recebeu, mas também nas fotografias que você tirou e nos bons momentos que você passou e nos amigos leais que você conquistou.
Os primeiros jogos Olimpicaquianos da Era Moderna terão início hoje, às 18h, no Centro Acadêmico de Comunicação Social - CACOS - com uma grande festa e a chegada da tocha. O Olimpicacos é composto por dez modalidades - futebol, basquete, futebol de botão, sinuca, xadrez, bets, war, imagem & ação, copas e truco.
Mesmo antes do início da competição, participantes e até membros do comitê já estão em clima de disputa. A presidente do Comitê Olimpicaquiano Internacional - COI -, Ana Carolina González, foi alvo de duras críticas por ter deixado os jogos eletrônicos e o arremesso de anão fora da competição. “O Street Fighter II também é um jogo muito praticado nos CAs e apesar de não ser oficial deveria estar no Olimpicacos! Todos nós sabemos que Ana é muito ga-nan-ci-o-sa!”, afirma um participante que não quis ser identificado.
A presidente do COI afirma que teve um critério rígido na escolha das modalidades. “Fizemos uma pesquisa para saber que jogos eram praticados oficialmente nos centros acadêmicos pelo mundo e chegamos a esse formato.”
Outro incidente que marca a tensão envolvendo o Olimpicacos foi a declaração de guerra que o Império Bizantino deflagrou contra a Hungria, contrariando o espírito de trégua universal durante a competição. A fúria bizantina se deu no ato da inscrição nos jogos Olipicaquianos, quando o capitão da delegação descobriu que não poderia homenagear São Luís Felipe Köppe. O motivo? O nome do patrono já havia sido usado por outra delegação. O capitão bizantino, inconformado, iniciou a marcha contra sua habitual inimiga, a Hungria. Ao que tudo indica, a declaração de guerra acirrará a tradicional rivalidade entre as duas grandes potências dos esportes olimpicaquianos.
favoritos
Doze equipes fazem parte da competição. A delegação bizantina é uma das favoritas no jogo de Copas. O invencível Tobias Debaser poderá quebrar um recorde e unir os cinturões das disputas de Copas - ele já é o número um do mundo por ter ganho por três vezes consecutivas o World Chapionship of Tobas. Ele acaba de chegar de uma dura temporada de treinos em Las Vegas, para onde viajou secretamente depois de sua última vitória.
No basquete, a delegação húngara promete lances inesquecíveis e vitórias fáceis. O gigante Carlinhos tem mantido um regime de 11 horas diárias de treinos. Ao lado de André, Carlinhos forma a dupla mais bem sucedida da história no basquete florestal.
Acompanhe a competição:
Sexta-feira - 20/08
18h00: Abertura dos jogos, com a tocha e a pira Olimpicacos
19h00: Sorteio e início dos jogos de sinuca, copas e xadrez
Sábado - 21/08
14h00: Sorteio e início dos jogos de basquete, bets e futebol de botão
18h00: Intervalo
20h00: Sorteio e início dos jogos de truco, war e imagem & ação
23h00: Encerramento das atividades do dia
Domingo - 22/08
14h00: Sorteio dos times e início do futebol
18h00: Abertura dos envelopes com todos os porta-bandeiras das equipes e início da contagem dos pontos
19h00: Premiação

Esse é o Artur dentro de um boneco gigante, feito na oficina de gigantes. Os bonecos são feitos com uma armação de vime e cobertos com papel de seda.

Esses cachorros ficam quietinhos nos banquinhos que o dono fez para eles na bicicleta. A de óculos escuros é a Estrela e o de boné é o Popó, que ganhou até crachá do festival.

Lielson, eu e Osvaldo
foto de Eduardo Baggio
Outro sonho vindo do limbo onírico da mente doentia da Helena.
Então eu estava andando numa paisagem ocre, totalmente estéril. Parecia um deserto plano, com um sol alaranjado, mas sem os inconvenientes de um deserto - eu não sentia calor, nem sede, nem cansaço. Caminhava em direção à linha do horizonte, olhando para o chão, já conformada com idéia de nunca mais voltar a ver uma feição humana novamente. Continuo andando e começo a pensar que, em breve eu esquecerei de como é um rosto humano. Do corpo não me esquecerei, sei como é, posso enxergar meus braços, minhas pernas. Mas o rosto fatalmente já esqueci. Agora já não sei mais interpretar a ironia de um sorriso, nem reconhecer o medo ou o desejo em um olhar. Tenho a impressão de que não preciso mais do meu corpo, virei apenas uma corredeira de pensamentos (nesse momento há uma auto-censura, por achar que esse sonho está muito tibetano). Estou perdendo tudo isso por falta de um espelho, penso. Se ao menos houvesse uma outra pessoa...
Levanto a cabeça e enxergo bem ao longe, o que parece ser uma pessoa (como sou óbvia!). Na esperança de rever traços fisionômicos, corro. Um calor me sobe pelas costas, minhas mãos esfriam. À medida que me aproximo do homem, acelero ainda mais o passo. Quando finalmente chego muito próximo ao homem, que estava de braços abertos, tomada pela emoção, resolvo dar um pulo e me jogar em seus braços. Nesse momento compreendo como ninguém a expressão “o último homem da face da terra”. Pulo em seus braços e tropeço em sua indiferença. Caio e o homem continua lá, parado como um espantalho.
Moral da história: esse cara não ficaria comigo nem que eu fosse a última mulher da face da terra.
Vou beber até cair.
Bresson está
morto.
Sempre sei exatamente aquilo que NÃO devo fazer. Mas também sei que eu nunca aprendo e sempre acabo caindo na besteria de fazer exatamente aquilo que já SEI que não devo fazer.
Quer um exemplo simples? Sempre sei que nunca devo usar marcadores nos livros que estou lendo - principalmente se for emprestado da biblioteca. Mas também sinto um verdadeiro pavor de me perder nas páginas de um livro. Um desespero absoluto me pega de surpresa quando, toda confiante, pego o livro para ler e, quando vou abrir, já esqueci o número da página na qual parei. Percorro páginas e páginas, leio trechos na busca de pistas que me façam lembrar, isso eu já li, será que já passei por esse trecho? Nada adianta. Vencida pela minha falta de memória, devolvo o livro sem terminar de ler, quem sabe outro dia eu.
Quando lembro desses maus momentos, lembro também do meu amigo marcador de livros. Amigo... amigo da onça isso sim! Essa muleta marcadora ordinária é a minha segurança e é também uma âncora, pesada e enferrujada, que me prende àquela página como a um navio petroleiro. Vencida pela preguiça, devolvo o livro sem terminar de ler, quem sabe outro dia eu.
Por menor que seja o tamanho do livro, o meu medo de me perder em suas páginas é sempre maior que a minha habitual preguiça de recomeçar a leitura. Acabo cedendo ao marcador, afinal ele estará lá me dizendo veja só, você não irá se perder, eu estou aqui.
Ah, grande coisa! Prefiro me desesperar a ceder a um objeto tão repulsivo, nojento e duas-caras!
Hoje mesmo vou queimá-los todos.