Palimpsesto + Palinódia + Paródia = Palimpnódia
O processo da Palimpnódia consiste em reunir versos de um autor sob uma nova ótica, demolindo ou não a métrica estabelecida. Assim qualquer um pode, como eu, fabricar uma historinha inútil e despretensiosa, como essa.
Não há amor sozinho. É juntinho que ele fica bom. Eu queria dar-lhe todo o meu carinho, queria ter felicidade.
Amo-te como amigo e como amante numa sempre diversa realidade: sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Mas o louco amor meu, que quando toca, fere, e quando fere vibra, prefere ferir a fenecer - e vive a esmo.
Então resta esse sentimento de infância subitamente desentranhado de pequenos absurdos, essa capacidade de rir à toa, esse ridículo desejo de ser útil e essa coragem para comprometer-se sem necessidade.
Essa terrível coragem diante do grande medo, e esse medo
Infantil de ter pequenas coragens.
Ganha um doce quem conseguir identificar os poemas citados nessa palimpnódia.
Publicado em 04 de novembro de 2004 às 12:42 por helena cogumelo
Se fosse pra ganhar uma desumana de tequila eu até arriscava.
Até porque, não deve ter nada a ver com o Pluct Plact Zum...