página inicial do tipos

Receba por e-mail os posts de Palacete assobradado: RSS - Assine os feeds deste blog

Archives

You are currently viewing archive for December 2004

26 December 2004

Nota preta


Ao invés de tomar notas, resolveu tomar café
Molhou, secou, pretejou, envergou

Descanse em paz a minha caderneta

25 December 2004

Depois do Natal, vem o bonanza


E cá estou eu, comendo strogonoff de nozes com stolen - o que sobrou da ceia de natal.

Confesso que fiquei um tanto intrigada com os presentes que ganhei. Primeiro um livro de poesias do Patativa do Assaré “Aqui tem Coisa”. Até aí tudo bem. Nada de anormal. Mas depois veio um livro que ensina como se livrar das saias justas - o que inclui os tópicos “como fingir um orgasmo”, “como lidar com um mau beijador”, “como saber se o pretê é um vigarista” e “como transar em lugares apertados”(!?). Acho que será um presente bem útil, na verdade.

Abri o outro embrulho e encontro uma antologia de poesias pornográficas(!). Presente perfeito ;c)
Depois “O Fotógrafo”, último do Tezza.

E um cd do Nando Reis.

Agora vou elaborar minha lista de promessas pra 2005.

++++

O almoço do dia 25 sempre rende histórias de birras familiares. Minha tia sempre faz alguma do tipo trazer um prato meio comido para a ceia, ou seja, resto da ceia dela. Mas esse ano ela inovou. Ao invés de trazer um frango pela metade, ela trouxe um chester seco com o peito comido. Chegou em cima da hora, para não precisar ajudar a arrumar as coisas na casa da minha vó, e saiu logo depois, para não ajudar a lavar a louça.

Mas a minha vó apavora:
“Ê Dalva, parece que foi adotada... é tão diferente dos outros da família...”

Quando eu ficar velhinha eu também vou falar tudo que vem à cabeça hohoho!

++++

Não estou esperando muito de 2005. Depois que eu consegui quebrar um tabu e mijar na rua pela primeira vez (hihihi), eu já não estou me importando muito com as coisas.

++++

Nossa, como sou trash.

++++

Tá, em 2005 eu espero ser menos trash.

++++

E um pouco mais hard core, talvez. Chega dessa vida café-com-leite.

++++

Afe.

21 December 2004

Hãn! Como?


Certamente você lembra da última vez que viu a imagem de uma pessoa nua. Mas é possível que já não se lembre do que ocorreu imadiatamente antes ou imediatamente depois da visão do Jardim do Éden. Um estudo da Universidade Estadual do Meio-Tennessee, mostrou que a memória do sujeito fica abreviada antes e depois que é posto frente a frente com uma imagem de nu.

O objetivo do estudo é descobrir por que o cérebro grava umas informações e descarta outras. Os voluntários eram expostos a séries de fotos que mostravam pessoas em alguma atividade - uma mulher colocando gasolina no carro, um homem sentado em frente ao computador - nuas e depois vestidas. No fundo das imagens, estavam alguns objetos como uma planta, um violão, só para testar até que ponto a atenção converge para elementos periféricos da foto. Depois de verem as fotos, os voluntários faziam uma atividade de distração por cinco minutos e eram questionados sobre o conteúdo das fotos.

Quando se tratava da fotos dos peladões os acertos eram de 92%. Já quando se tratavam de fotos dos recatados, o percentual de acerto caía para 55%. Maaaas, nas fotos de pessoas vestidas, os voluntários guardavam três vezes mais as informações dos detalhes. E nas fotos imediatamente anteriores e posteriores às imagens dos peladões, o índice de acertos caía pela metade em relação à média acertos nas imagens de pessoas vestidas - o que demonstra uma certa amnésia provocada pelas imagens de nus.

Ou seja, uma vez que você esteja nu, os detalhes serão imediatamente esquecidos. Um motivo a mais para você não se preocupar tanto com as celulites, estrias, e gordurinhas fora do lugar. A menos que as imperfeições superem a categoria de “detalhe”, só se precupe em disfarçá-las quando ainda estiver vestida, o que, convenhamos, ainda é muito fácil.

Com base neste estudo, podemos também usar essa “amnésia temporária” a nosso favor quando somos pegos em algum flagra. Se você for pega na cozinha comendo o bolinho do seu irmão, simplesmente tire a roupa e mostre os peitos. Ele nem vai reparar que o bolinho não está mais lá!

A reportagem na íntegra aqui
» read more

21 December 2004

Fins


Fim de ano, e como não poderia deixar de ser, elaboro minha lista de presentes e promessas.

Quem quiser me presentear pode me dar essas coisas (em ordem de intensidade de desejo):
Uma máquina Lomo, uma Romiseta, um Gordini, um calendário/agenda da Taschen com imagens do Robert Doisneau, uma sanduicheira para um pão só (a maioria tem dois lugares pra pão), o livro “Gozo Fabuloso” do Leminski, um poster bacanudo para colocar no quarto e lembrar de você, um livro usado com uma dedicatória esdrúxula a alguém desconhecido, uma luneta montada sobre um tripé, cd do Gram, qualquer porcaria do Milan Kundera (eu não ligo se a capa estiver caindo), um sutiâ da madonna, um Cortázar no original, DVD de “Jules e Jim”, qualquer Billie Holiday, DVD da série “Presença de Anita”, um morango de pelúcia, um abraço, uma bitoca e um tapa na bunda.

Depois eu posto as promessas, que ainda não as formulei todas.

20 December 2004

Jaqueline


Microcrônica de Carlos Seabra:

Veio a chuva e a cidade encheu, as ruas e as casas alagaram,
os rios subiram e sua popularidade afundou.

***

Ocorreu já há algum tempo, quando eu esperava o ônibus para ir à faculdade. Era o último dia letivo do semestre. Não iria estudar, muito menos assitir aula, nem entregar trabalho. Um motivo mais nobre me chamava ao caminho da Floresta - uma vinhada.

Parada no ponto, percebo uma mulher se aproximando. Quando chega perto, me pergunta as horas. Sete e meia. Ainda dia claro. Ela sorri de modo estranho, meio não-querendo, meio por-educação. Um vizinho passa do outro lado da rua e me cumprimenta. Resolve atravessar a rua para me dar um abraço, Faz tempo que a gente não se vê. Comento sobre a vinhada. Ele comenta sobre a festa da Belas Artes. É sexta-feira. Ele vai embora. Eu continuo esperando.

O celular da mulher toca. Já to indo. Já começaram a beber? Compraram quantos barril? Vou passar em casa, tomar um banho. Saí tarde do trabalho. Tudo bem. Desliga. Desatino a falar - coisa que não é do meu feitio.

Vai festar também? É, sexta-feira né, tem pagode na lanchonete; você também vai beber, pelo jeito.... Vou sim, festa na faculdade. Faz faculdade de quê? Jornalismo. Trabalho ali na Tuiuti, faxineira.

Bem arrumada, a mulher é vaidosa. Ajeita o cabelo com a fivela. Negra bonita.

Onde você mora? Ah, lá no Santa Cândida, depois do terminal ainda pego o biarticulado. Onde é a faculdade? É no Juvevê. Olha só, já é o terceiro ônibus que passa pro outro lado, e aqui nada...

O ônibus chega. Ocupo um lugar sozinha. Ela senta logo atrás. Para minha surpresa, continuamos conversando. Ela toma as rédeas da conversa.

Tem gente que é apressada pra sentar né. Hoje de manhã, quando eu vinha no interbairros, lotado, duas mulher saíram no tapa por causa do banco. Isso que era de manhã, imagina se fosse seis da tarde! Credo, esse povo já acorda cansado!

Segunda feira então, as mulher conversando, vem falando no ônibus lotado, conversando de tudo que aconteceu no fim de semana, com quem dormiu e tudo. Eu fico até envergonhada. Mulher contando que o namorado tinha levado ela no motel, deu calcinha vermelha de renda prela usar. Falou até que o home tinha bilau pequeno. O cobrador que tava perto ficava só olhando.

Você mora com os seus pais? Moro. Quantos anos você tem? 21. Eu tenho 28, mas saí de casa com 18. Mas a minha mãe sempre vai lá em casa, arruma as coisa, eu falo que não precisa, eu já tô noivando e a mãe ainda vai lá em casa, faz pão! Moro do lado da lanchonete, onde vai ter o pagode hoje. A turma lá é animada. Pagode vai até o dia amanhecer.

Na conversa ela continua falando eu eu sigo os meus pensamentos. Olhando ela falar sobre as coisas triviais, conversa fiada, fico abismada com a concretude daquela criatura. Enquanto eu sou uma promessa, um projeto, a vida daquela mulher é concreta. Ela vive no real. Eu faço planos. Mas, daqui a pouco, nós duas estaremos bebendo com os amigos. Eu na vinhada. Ela no pagode. Tal conclusão me leva a crer que a essência está na bebida. Tudo bem, é uma conclusão precipitada e simplista, mas me convém, o qué que tem?

O ônibus chega ao terminal. Seu nome? Helena, e o seu? Jaqueline, foi bom te conhecer amiga!
Até a próxima.

12 December 2004

Feliz aniversário enfim


Tudo o que posso dizer é que sobrevivi com honras a mais um aniversário - e com a ESVA como agravante.

Ganhei presentes bons de pessoas legais. Um deles até chegou pelo correio! Foi lindo, amei.

» read more

09 December 2004

...


Afe mãe.

06 December 2004

Dia 11: Jaca Combo!

Depois de muita dificuldade para agendar uma data entre as aniversariantes e achar mesas para reservar em algum bar, acabamos ainda por cima marcando para mesmo dia da tradicional ESVA típica e do aniversário do James.

É... como disse o Daniel, acho que estivemos passando uma temporada no Acre.

Mas preparem seus charutos, que a entrada no Jokers é de graça antes das 21h e ainda tem rodada dupla! Isso significa que você pede um martini (ou um harakiri demorando) e o garçom traz dois!








Mas cuidado! Se vc chegar depois das 21h vai ter uma surpresa nada agradável: homem paga 10 de entrada mais 20 de consuma. E mulher paga 15 de consuma.

Arte de Letícia Midori.

02 December 2004

De volta à vida


Depois de dormir por apenas três horas, entreguei meu útlimo trabalho do semestre. Tudo estava muito tranquilo. A tinta da impressora nem acabou de madrugada! O destino não poderia deixar barato assim um final de semestre.

Ao chegar na sala, com o agravante de estar atrasada, abro a porta e o que vejo? Prova! Entrei na sala errada, só pode. Não. O professor estava lá, rindo da minha expressão estupefata.

Esqueci completamente a data da prova. Toda a atenção da sala se voltou pra mim, enquanto eu pedia folhas e caneta emprestados de um calouro.

C'est fini

***
Alguém aí tem uma jaca?


01 December 2004

Caipira pira porinha


Meus desejos estão sendo realizados: não precisarei mais me mudar para um sítio para acompanhar o desenvolvimento de um passarinho. Isso porque uma sabiá gorda e preguiçosa fez um ninho justamente no vaso de samambaia da minha mãe logo ali, na garagem de casa.

Gorda porque é uma característica vísivel e marcante. E preguiçosa porque ela come por ali mesmo, carregando os grãos de ração do meu cachorro, o Rustan.

Eu quero ver é como ela irá alimentar os filhotes com ração pra cachorro velho... vitaminas, tutano, pêlos mais brilhantes e dentes fortes!

É, minha gente, se segurem porque o passarinho vai latir!

+++

Preparem-se para o Helenez! Semana que vem tem a festa de aniversário mais animada do ano!



Eu tenho que parar com esse vício. Aliás, cadê o Ivan?