Antes começar esse post preciso fazer uma observação tardia. Um amigo diz ter encontrado o
fim da internet. Tenho de dizer que o buraco é mais embaixo, principalmente levando-se em consideração os temidos FLOGS.
Dá uma
acessadinha.
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Agora sim, vamos ao post.
Na praça Osório passei por uma barraquinha de caldo de cana. Uma faixa de três metros de comprimento informava em letras rosa-choque com verde-limão que “nossa cana vem do município de Adrianópolis, divisa com São Paulo” (grifo em Adrianópolis).
Não sei o que é pior: tomar caldo de cana junto com caldo de barbeiro ou beber caldo de cana contaminado por rejeitos da extração de chumbo.
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Mais à frente, na Boca Maldita, o mágico Luciano Pasquali permanece numa redoma de policarbonato, a 20 metros do chão, sem comer. Ele quer quebrar o recorde mundial de 72 dias sem se alimentar.
Ele vai acabar quebrando é o recorde mundial de suportância* a grupos de bolivianos zapoñeros tocando Guantanamera.
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Ainda pela XV, depois de passar por esses dois momentos, saco minha caderneta e começo a fazer anotações assim, andando mesmo que é pra não esquecer a forma dos pensamentos. O mala do “você gosta de poesia?” resolve encarnar. “Ei moça! Você da anotação!”. Ignoro. Ele insiste com uma certa dose de raiva, “Eiei! você mesma de vermelho!”.
Escrever andando não me parece ser o modo mais confortável de se anotar coisas. Provavelmente uma pessoa que está anotando e andando ao mesmo tempo é porque tem algo na cabeça que não pode esquecer e não pode sequer esperar até próxima parada para anotar. Agora me responda: por que alguém deixaria de anotar-e-andar para dar atenção a alguém que vem oferecer algo que todo mundo já sabe do que se trata?
* Manu Consultoria Lingüística LTDA.
“Não, acho uma merrrrda!”