De manhã acordo atrasada para a aula. No caminho escuto no rádio uma entrevista com uma psicóloga falando sobre a “síndrome do adiamento”, que nada mais é que um nome clínico para a “preguiça”. A síndrome é uma doença típica de quem fica se sabotando, deixando para depois o que pode fazer agora. Inclusive, disse a psicóloga, o medo de amar e de se entregar às situações também é uma forma de adiamento. A pessoa chega a uma certa altura da vida, está solitária mas não sabe ao certo o porquê.
Eu, como boa psico-hipocondríaca que sou, já começo o tratamento. Planejo todo meu dia para que consiga fazer tudo o que não fiz em meses de enrolação. Hoje eu tomo uma atitude! Hoje vou ligar para aquela pessoa e dizer tudo o que penso e o que sinto e vou convidar aquela outra pessoa para almoçarmos juntos e também vou fazer uma limpa naquela gaveta que está entulhada.
Quando chego na faculdade, a recepcionista que já me conhece pelo nome: “Helena, o professor Guto não vai dar aula hoje.” E me vem à cabeça todo aquele pensamento acordei cedo para nada como a minha cama estava especialmente boa hoje de manhã que droga tão fofinha e quentinha.
Imediatamente esqueço toda essa história de síndrome. Definitivamente desse mal eu não padeço: por que eu me sabotaria se já tem tanta gente fazendo isso por mim?
O resto do dia eu passei na cama, de camisola, ouvindo Elis e Tom.
Publicado em 14 de abril de 2005 às 01:05 por helena cogumelo
Sempre atraso... Até nos meus encontros!
8-)
Desconfio que é por isso que estou quase sempre sozinho...
Um Beijo!