os botões são muito solitários, pois cada um tem sua casa. mas há um botão muito peculiar, que é botão e é casa ao mesmo tempo. é o botão mais bem resolvido com o qual já conversei (e cá entre nós, com esse eu converso bastante). todo mundo vive querendo esse botão. é batata. alguém levante a mão se achar que o seu botão não ainda não ouviu nenhuma proposta de ser abotoado. esses botões são muito tímidos, demoram pra se soltar, para conversar com estranhos. por isso a pior coisa que existe para um botão é ouvir uma proposta dessas. ele fica, digamos assim, acuado. o sentimento é mais ou menos como quando te oferecem e insistem para que você tenha um cartão de crédito. vamos fazer um cartão de crédito hoje? e o botão diz não, obrigado. é de graça! não. a primeira anuidade é grátis. não. mas veja as vantagens. não. e se você não quiser pagar anuidade é só cancelar no meio da utilização. não. quando finalmente desistem, basta que você passe novamente pela rua XV para que eles voltem a oferecer o cartão de crédito. afinal, quem sabe agora vai, não é mesmo? não queria ontem, mas hoje pode querer.
Publicado em 10 de junho de 2005 às 01:17 por helena cogumelo