Tá todo mundo entocado, mas é que a casa caiu até pra dona da Daslu... imagina o que não aconteceu por aqui hein!
Acabei de ler o blog do
Groo que eu não acessava há anos. Encontrei resquícios de náites comemorativas absurdas, às quais não compareci simplesmente por motivo de preguiça maior dvdsística e da síndrome do estresse do trabalhador precoce.
Mas, mudando assunto de cueca pra mala...
Nesses dias de frio estive pensando onde eu moraria caso minha casa fosse a rua. Se eu fosse uma
mindinga típica já teria alguns lugares arregados em mente pra me mocar:
Hotel cinco estrelas
Rodoferroviária - sonho de consumo
O maior atrativo da rodoviária é que, como todos estão lá “circulando” ninguém vai notar que você mora lá. Existem vários lugares de proteção contra o frio que podem prontamente se transformar num quarto aconchegante com ajuda de alguns jornais velhos e de um papelão daqueles de embalagem de geladeira. É perto do Mercado Municipal e sempre rola pegar uma chepa. A grande quantidade de passantes aumenta as probabilidades de que surja uma velhinha caridosa e bondosa pronta para lhe oferecer uns trocados especialmente para você tomar um delicioso café. Um outro atrativo é a concentração com outros mendigos - vai dar até pra gente se amontoar, assim como os pinguins fazem, para não passar frio. E talvez até jogar um carteado, não sei. Sem falar que concentração de mendigo chama aquele pessoal das ongs que distribui o tradicional sopão da madrugada... daí, meu filho, é só aproveitar!
O único ponto negativo é que aquele território já deve estar todo demarcado.
Cigarro +++++
Trocados +++++
Flanelismo 0 (você não vai precisar)
Hotel quatro estrelas
A praça da Igreja Bom Jesus
Uma pracinha aconchegante com grama sempre macia e aparada. Praticamente um oásis de calmaria em meio a prédios de classe-média-que-se-acha-high-society. Apesar de ser uma praça bem cuidada, nada de aposentados nem de criancinhas. Ninguém passeia por lá, a não ser as empregadas gostosas que levam o totó pra fazer totô. A suíte de luxo é embaixo do escorregador com vista para uma lan house fervilhando piás-de-prédio. Nos dias em que há bingo na igreja, dá pra tirar uma graninha cuidando dos carros estacionados. Como é perto do Alto da Glória, com algumas pernadas você garante o café da quarta-feria num bico de flanelinha na novena da Perpétuo Socorro. E fora que mendigo em porta de Igreja sempre ganha uns troquinhos a mais - os caras high society adoram pagar de sociólogos e tentar diminuir a desigualdade social.
Cigarro 0 (não passa ninguém)
Trocados +++++
Flanelismo +++++
Categoria turística
Praça Rui Barbosa
Muito ruído, quase não dá pra dormir sossegado. Domingo de manhã é o pior dia, o gramado está quase sempre cheio de bêbados de sábado. E eles, além de sujar a grama com gorfo de cana, sempre ocupam os melhores lugares para se encostar - os bancos da praça. A suíte de luxo é bem ao lado daquela espécie de camelódromo, na parte que dá para a entrada do estacionamento da Urbs. Um ponto positivo é a proximidade do albergue da FAS. Inevitavelmente, duas vezes por semana a kombi do resgate social vai fazer você dar um passeio com direito a banho, corte de cabelo, sopão e cobertores de graça.
Cigarro +++++
Trocados +
Flanelismo ++