como era doce o sabor da cajuína.
depois de beijar-te a boca traquina
de ressaca eu fiquei, que sou franzina
sem outro caminho, tomei neosoldina.
passado o efeito, veio outra menina.
em minha boca, doce virou azedina
e compreendi minha grave e triste sina
de ter uma vida absurda e libertina.
o coração quebrado levei à oficina
lá me disseram - muda pra Teresina!
afoguei as tristezas na noite latina
e a partir de agora, eu tomo é aspirina.
Publicado em 09 de julho de 2005 às 18:39 por helena cogumelo
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