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27 November 2005

Só pra deixar registrado


Meu sonho de hoje:
Chegamos a um café bacanudo e sentamos ao lado de um pessoal esquisito. O garçom trouxe as sobremesas antes de trazer o cardápio. Começamos a comer. Era uma taça linda e superchique de sorvete de creme salpicado com feijões e eu dizia que delícia, são feijões mas é tão gostoso. Por cima vinha uma bola de cerveja congelada que tinha até colarinho! E duas pimentas vermelhas on top. Com as pimentas você desenhou a tua boca e jogou calda quente de chocolate por cima o que prontamente me fez te beijar. Pensei que clichê chocolate com pimenta porque meu Superego não me abandona nem em sonho. É clichê mas foi gostoso e isso que importa e isso foi meu Id retrucando.

Acordei com gosto de sorvete de creme com feijão, beijo de pimenta e cerveja congelada com cobertura de chocolate.

Tanta água na boca que acordei babando.

Isso que dá dormir por 14 horas.

20 November 2005


A letra H me ensinou
o que é Art Nouveau.


A pirmeira coisa que a gente aprende a escrever é o próprio nome. E certamente que a primeira coisa que a gente escreveu na vida foi a primeira letra do nosso nome. Nisso a letra H me trouxe alguns traumas e muitas lições precoces.

A letra H, essa letra tão cheia de volutas, me ensinou a ter paciência para escrever meu nome.
A letra H me ensinou que, mesmo eu já tendo aprendido a escrever o H, seria preciso praticar bastante para que aquilo que se parecesse com um H.
A letra H me ensinou a compreender que nem tudo precisa ter uma utilidade ou uma aplicação prática. Basta ser bonito e legal.
A letra H me ensinou que o diferente pode passar despercebido, mesmo sendo bonito e legal.
A letra H me ensinou que o diferente é bem difícil de escrever.
A letra H me ensinou que existem coisas que as pessoas não nos falam, mas a gente sabe que está lá.
A letra H me ensinou que o silêncio tem nome e sinal gráfico.

A letra H do meu nome me ensinou que certas coisas que a gente escreve são para não serem ditas.

17 November 2005

Negócio da China!


VENDE-SE

1 (hum) ingresso para o Claro que é Rock, meia entrada para o show em São Paulo dia 26/11.
Único dono, perfeito estado, roda de Brasília, ano 2005.
Preço: R$ 60,00

Motivo: TCC (aaahhhh!)

13 November 2005

Helmut Newton







09 November 2005

Café no olho


Domingão de sol, fui ao olho. Alguém me disse que teriam uns curtas de animação. Ninguém me disse que era preciso chegar cedo. Fiquei pra fora. Esperando a próxima sessão que seria dali a duas horas, segui naturalmente ao café recém-inaugurado do museu do olho.

Um café “bacanudo” com cores primárias, formas geométricas, estilo clean bauhausiano, contundente... Formas curvilíneas só na decoração Rococó das tortas na vitrine de doces. Poderiam inovar também na decoração das tortas, pensei, mas creio que ainda não inventaram o curso de decoração de bolos estilo clean bauhausiano, com cores primárias e formas geométricas, em VHS ou DVD chega em sua casa por apenas 12x de qualquer-coisa e noventa-e-nove-centavos. Curvas também haviam nas pessoas, mas formas orgânicas não faziam muito o estilo do café.

Sentei e pedi o cardápio e um expresso. Enquanto o café não vinha, observava as formas dos preços no cardápio. Tudo muito clean primário bauhausiano e geometricamente caro para quem está acostumado a pagar dois reais pra entrar no museu. Imaginei que poderia escutar alguma conversa interessante de um grupo de pessoas portando óculos de aro grosso e all stars. Mas ao invés de estilo clean bauhausiano e formas geométricas, conversavam sobre estilo indie americano e formas de emagrecimento rápido.

Resolvi olhar para fora. As pessoas estacionavam os carros seguiam dois fluxos. Aqueles que portavam cachorros com guias se encaminhavam invariavelmente para o gramadão. Aqueles que portavam pochetes, óculos escuros e sapatos mocassim se encaminhavam invariavelmente ao café. (Existiam também os poucos que chegavam a pé, portando mochilas e que se encaminhavam invariavelmente à bilheteria do museu, mas estes eram minoria e, bem, quem se importa com as minorias, além dos parênteses?)

No momento seguinte o café estava lotado e a bilheteria, vazia.
Será que o curador do museu já pensou em trazer parte do acervo para decorar essas paredes tão clean bauhausianas geométricas primárias do café?

01 November 2005

Os Invasores


Eles invadiram meu sábado e saíram pela segunda revirando tudo que encontraram pela frente.

Esse é um post de uma perna só.