A letra H me ensinou
o que é Art Nouveau.
A pirmeira coisa que a gente aprende a escrever é o próprio nome. E certamente que a primeira coisa que a gente escreveu na vida foi a primeira letra do nosso nome. Nisso a letra H me trouxe alguns traumas e muitas lições precoces.
A letra H, essa letra tão cheia de volutas, me ensinou a ter paciência para escrever meu nome.
A letra H me ensinou que, mesmo eu já tendo aprendido a escrever o H, seria preciso praticar bastante para que aquilo que se parecesse com um H.
A letra H me ensinou a compreender que nem tudo precisa ter uma utilidade ou uma aplicação prática. Basta ser bonito e legal.
A letra H me ensinou que o diferente pode passar despercebido, mesmo sendo bonito e legal.
A letra H me ensinou que o diferente é bem difícil de escrever.
A letra H me ensinou que existem coisas que as pessoas não nos falam, mas a gente sabe que está lá.
A letra H me ensinou que o silêncio tem nome e sinal gráfico.
A letra H do meu nome me ensinou que certas coisas que a gente escreve são para não serem ditas.
Publicado em 20 de novembro de 2005 às 19:23 por helena cogumelo