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31 July 2006

Mala educacion


Existem certas atitudes que são tomadas por nossos pais em momentos cruciais que podem mudar completamente o rumo das nossas vidas. Sei disso só por causa de um fato (“um” não, mas vários e sucessivos o suficente para se transformarem em um hábito) ocorrido quando eu estava na segunda série do ensino fundamental. Ou então é a minha parte ID querendo fugir da responsabilidade sobre os meu atos e transferindo para meus pais toda a culpa pelo meu modo de ser.

Prefiro acreditar na primeira hipótese e é só por isso que esse post faz sentido.

Estava eu em um lindo dia de outono, recém saída da aula de ciências num tradicional dia de aula de um tradicional colégio marista de Curitiba. Tradicionalmente meu pai me buscava em um horário mais tarde que os pais dos meus colegas. Nesse meio tempo, das 17h40 às 18h30 (meu Deus! era tudo isso???) eu ficava andando pelos corredores vazios do colégio pensando em... bom, sei lá no quê eu pensava, sei que não era nada muito útil, tampouco algo genial.

E eu via meus coleguinhas saindo da aula e indo para o judô, tricô, balé, crochê, inglês, caralho-a-quatro, sempre preocupados em fazer algo produtivo e “não perder um segundo de seus preciosos tempos”.

Enquanto eu e meu irmão esperávamos lá na portaria, a gente conversava com outros coleguinhas, com o porteiro, com a professora que esperava pelo marido e com os outros “esquecidos”. Acho que foi justamente por isso - e agora entra a culpabilidade dos meus pais - que hoje não fico aflita quando não tem simplesmente NADA pra fazer a não ser jogar conversa fora e observar a luz do dia se esvair aos poucos.

Algo muito parecido com o que a gente faz no bar, só que acompanhado de cerveja e pão com bolinho.

É, e toda essa história me autoriza a dizer que foi meu pai que me ensinou a frequentar bares depois do expediente.

25 July 2006

Sweet memories


Bom, como minha mente não está nem aí para atividades intelectuais, encontrei uma nova forma de colocá-la em ação: escrevendo algumas memórias.

Sim sim. Tá certo que não tenho lá uma vida muito longa para ter aqueeeeelas memórias, mas já há algumas bem divertidas. Ontem, ao ler sobre o novo técnico da Seleção, não pude deixar de lembrar de um certo comportamento completamente condenável que tive quando tinha hum, deixe-me ver, 11 anos. Eu nunca contaria isso de livre e espontânea vontade. Digamos que isso só poderia fazer parte de uma conversação entre amigos caso estivéssemos no tradicional Jogo da Verdade. Mas, para o bem da renovação deste blog, abro-lho aos caros leitores.

Pois bem, a questão é que todos nós já tivemos algum tipo de paixão platônica por aquele garoto que nunca soube que a gente existia. E essa paixão foi a responsável por muitos momentos de boçalidade completa e total cabacice. Estou errada?

Então, já que todos temos essas histórias, vou revelar uma de minhas paixões platônicas - pois saibam vocês que os CDFs e nerds as têm aos montes.

Certo, será dolorido, mas conto. E já que vai ser assim, que seja de forma rápida e brutal:

eu-fui-apaixonada-pelo-Dunga-e-cheguei-inclusive-a-descobrir-o
telefone-da-casa-dele-em-Porto-Alegre-e-ligar-pra-ele-e-e-não
dizer-absolutamente-nada-e-e-e-isso-foi-na-época-do-Tetra-ponto

Essa é a história.
Sem mais para o momento,
esfacelo-me aqui.

23 July 2006

Nhé


Livros

Minha atividade intelectual tem se reduzido a nada. Cada dia leio menos, penso menos ainda. Esses dias consegui um mínimo de prazer ao dirigir na estrada, sozinha. Sozinha, na verdade acompanha da minha fita k7 do Chico Buarque.

“Se tu falas muitas palavras sutis...”
110 km/h
“E se definitivamente a sociedade só se tem desprezo e horror e mesmo nas galeras és nocivo és um estorvo és um tumor”
135 km/h
“A lei fecha o livro, te pregam na cruz depois chamam os urubus”
140 km/h

Pena que não foi com o Laranja.
Muito bem. Próximo capítulo.

Música

Ando sem paciência para ouvir. Ouço cds como quem troca de canal. Me irrito comigo mesma porque sempre me irritei com quem muda sempre de canal. Acho que já sei porque depois de um certo, a pessoas passam a preferir os poemas. Os romances são muito explicativos, lenga lenga, tudo verbalizado. Poemas, além de serem mais curtos, signficam muito mais. Com a vantagem de você poder encaixá-los no momento em que está vivendo.