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25 December 2007

Batismo

Rebatizei o meu blog.
Não sei o que isso pode significar.

Alguém?

14 December 2007

807 palavras

Certa vez eu contei neste blog sobre os homens que falam demais. Realmente, quando um homem dá pra falar, se segura minha amiga, porque você vai ouvir mesmo, vai ouvir muita coisa, mas nem 1% do que sair da boca do infeliz diz respeito a ele mesmo. Tudo será classificado como abobrinha. É a mania dos homens de generalizarem. Dizem “as mulheres gastam demais” querendo dizer “ontem minha mulher comprou um sapato de 600 reais” e é por isso que eles são mais aptos para a política. Mas isso é outra história. A história que eu quero contar é uma que me foi contada durante uma viagem entre o sertão do Maranhão e do Piauí. Alguém vai perguntar, mas que porra de idéia de ir ao Piauí foi essa? Não sei. Sei que fui ao Piauí e de repente eu estava sentada ao lado dessa tal Anísia, na carroceria de um Toyota 4x4 atravessando os 67 km mais longos da minha vida, com direito a atolar na areia do agreste e espantar filhote de jegue preto debaixo do cajueiro. A tal Anísia falava bastante também, falou que o gringo belga que estava com ela era um amigo e que viajavam pelo Brasil juntos. A cada parada para o carro desatolar, Anísia conseguia um moleque pra ir correndo buscar uma cerveja no bar mais próximo, mesmo que ele estivesse a 2 km de distância. Tudo para manter “o grau”. Foi Anísia que me contou sobre Luzmarina, uma amiga do interior de Minas Gerais que era fogo-na-roupa. Espevitada, ela andava as voltas com um figurão mais velho e casado, bem conhecido na cidade. Acontece que o tal figurão, mesmo casado, queria controlar a vida de Luzmarina e não parava de especular sobre as lacunas que ficavam entre um encontro e outro. Luzmarina podia ser espevitada, mas galinha ela não era. E gostava mesmo do moço figurão, por isso ficava com uma raiva do tamanho de uma jaca madura quando o figura levantava dúvidas sobre sua honra de moça fiel. Certa feita, o moço estava de bico porque achava que Luzmarina tinha se divertido em outras paragens. Ela negava, mas ele continuava a especulação e ele era realmente muito imaginativo. Luzmarina já começava a perder o bom humor tradicional de uma pessoa com a infelicidade de ter esse nome. Foi então que ela saltou do carro-de-boi e falou que ele que parasse que ela era moça direita e que se ele não acreditava nela, ele que arranjasse outra moça pra se amigar. Mesmo depois do arroubo de Luzmarina, ele não parou e continuou a contrariar as ditas dela. Foi o suficiente pra ela enlouquecer de raiva. Assim você me lasca o verniz da bengala! O que eu faço eu falo, sem tirar nem pôr, e pra provar eu to dizendo que vou tirar a roupa aqui no meio da rua se você continuar a dizer que não acredita em mim. Já olhando de lado e vendo a cara e a baba do boi que não tinha nada a ver com a discussão, Luzmarina tirou a roupa ali mesmo. Ela, que tem por hábito não usar sutiã, pagou peitinho pra cidade inteira. Ela mostrou, mas ninguém viu porque já passava da meia-noite e lá onde Luzmarina mora o povo acordava com as galinhas. Depois ela confidenciou a Anísia que queria mesmo era parar com aquela discussão ridícula e partir para a ação. Mas o moço, ao ver a nudez súbita de Luzmarina, nem tomou a atitude de gentleman de cobrir a moça até que ela se acalmasse, nem tomou a atitude de cabra-macho do agreste de agarrar aqueles peitos e fazer o que tinha que ser feito ali mesmo pra acabar com a histeria da moça. Ao invés disso, o moço achou uma terceira opção, desfazendo dessas duas ótimas opções que agora coloquei. Claro que a inventividade dele não funcionou naquele momento e a presença de espírito virou espírito de porco: o figura se assustou com os melões desnudos, lascou uma chibatada no boi e saiu em disparada, para não ser visto com toda a sua dignidade de homem casado ao lado de uma moça louca e nua no meio da vila. Anísia contou que ficou com pena da pobre Luzmarina, mas disse também que ela não se fez de rogada e gritou seu bananaaaaaaaaa! o que deve ter surtido alguma reação, pois enquanto ela tomava o rumo de casa, já vestida, o moço voltou com o carro de boi, disse que acreditava nela e até quis bolinar. Mas Luzmarina com a mão apertando a gola da camisa de renda de bilro disse apenas vá pra casa e bata punheta pensando nos meus peitos. Como ele era um banana mesmo, acatou as ordens, foi pra casa e não sei o que aconteceu porque aí já deve ser outra história e essa a Anísia não me contou.

06 December 2007

Fazendo anos

Foi-se o tempo em que a Helena organizava seus aniversários. As pessoas ficavam sabendo com semanas de antecedência, o saudoso Cacos até mudava datas de churrascos para que todos pudessem prestigiar o tradicional Helenez. Tempos áureos dos Belos Rabos.

Como é a tendência geral dos tempos, tudo piora. Agora a Helena usa resultados da pesquisa de imagens do Google para convidar os amigos para uma cerveja "multiuso" - além de comemorar o aniversário, ela vai atualizar os interessados sobre sua volta ao Brazil em 34 dias. E o pior: ela vai reunir o pessoal em um bar que tem três mesas só para parecer que tem mais gente e dizer que o seu aniversário lotou o bar.

Então está aí: digitei "Helena Santana" no Goolge Imagens e o primeiro link remete a um álbum de fotos do picasa em que figuro ao lado de Marina Person. (Digitei só "Helena" e o que apareceu foi uma imagem da Playboy com a ex-senadora Heloísa Helena na capa. Aí já era muita avacalhação.)

Diga xis!
A Helena é minha amiga! Eu vou na festinha, nos encontramos lá!

A data é dia 8 de dezembro, Imaculada Conceição de Maria, mas tenho pressa e vou comemorar amanhã mesmo, dia 7, no Distinto Cavalheiro, a partir das 18h30. Mas a festa não pára por aí. Depois a azaração rola solta no Korova até o último cliente.

Dúvidas me liguem. Aliás é bom que me liguem pois tive o cogumelular roubado em Manaus e agora preciso refazer minha agenda. O número continua o mesmo.